|
Experiência e Longevidade
Nos primórdios da industrialização do País,
a 2 de Junho de 1772, por alvará do Marquês de Pombal,
sob a égide de D. José I, no sítio do Prado (arredores de Tomar),
iniciou-se a produção de papel.
|

|
|
|
Era o princípio de uma realidade empresarial que viria a dar origem,
já em 1875, à Companhia do Papel do Prado, que juntou então a
fábrica do Prado e a fábrica do Penedo, criada na Lousã, em 1716,
no reinado de D. João V.
Tradição e Modernidade
A
prado
Karton, s.a. é, assim,
herdeira de uma tradição secular no fabrico de papéis de diferentes tipos
e aplicações.
Nas máquinas planas,
produziam-se papeis fiduciários: papel selado, letra de cambio, papel para
lotaria, etc. Nestas máquinas também se produziu o papel mais conhecido
da Companhia, o papel "ALMAÇO", para cadernos escolares, com marca de água.
|
 |
Motor
Diesel de 400 cv instalado em 1931
É importante realçar que todos estes papéis utilizavam matérias-primas
recicladas. Desde os anos 40 que a Empresa possuía um armazém em Lisboa,
onde se fazia a selecção de papel velho. Alguns anos mais tarde, a Companhia
comprou, na Alemanha, uma recuperadora de papel velho, que instalou na sua
propriedade de Marianaia (arredores de Tomar). As matérias-primas
recicladas incluíam sacos de cimento, papéis de algodão, linho, trapos,
sacos de corda, etc. Produzia-se uma
«semi-pasta», com a ajuda de uma máquina que desintegrava, desfibrava e
branqueava todas aquelas fibras vegetais.
Desde
os anos 40 que a Fábrica do Prado era também auto-suficiente em energia
eléctrica, através de um motor Diesel, que fornecia toda a energia
necessária.
 |
Salão das Máquinas - 1931
Também ao nível da manutenção, a Fábrica
possuía as suas próprias ferramentas de mecânica, electricidade e
fundição, fabricando inclusivamente as suas próprias teias para as
máquinas de papel.
No início dos anos 50 do século passado, a Fábrica do Prado possuía 4
máquinas de papel, sendo 2 redondas e 2 planas.
A Companhia foi,
igualmente, pioneira na formação profissional de técnicos papeleiros.
Efectivamente, a sua política era de recrutar os melhores alunos das
escolas industriais e proporcionar-lhes um estágio na Fábrica, empregando
os mais aptos. Do Prado saíram, também, alguns dos melhores técnicos para
as novas empresas papeleiras que se formaram a partir dos anos 60.
Ao longo desta secular existência a Companhia
foi passando por diversos proprietários, sendo nacionalizada após o 25 de
Abril de 1974, deixando de ser propriedade do Grupo Champalimaud.
A permanente atenção da Empresa à evolução dos
mercados e às técnicas produtivas determinou a especialização
estratégica. Assim, em 1977 instalou-se na Fábrica, a linha de produção de
Cartão Plano Multiplex.
Esta
máquina tinha sido encomendada no final dos anos 60, em consequência dos contactos estabelecidos com mercados
mais evoluídos da Europa, onde já se produziam cartões planos, para
embalagens de diferentes produtos de consumo corrente e de
características mais nobres que o cartão canelado.
O fabricante da máquina Multiplex foi a "Bruderhaus"
da Alemanha. As principais características da máquina - considerada
avançada para o mercado interno - era a sua largura de 2,5 metros, os
seus 7 formadores redondos, 3 prensas e um grande cilindro friccionador
com 5 metros de diâmetro. Também se instalaram "bar-coatings" para
aplicação do revestimento.
|
 |
Máquina
de Papel
A máquina foi instalada sobre um edifício
moderno, feito de raiz, à quota de 4,5 metros. A sua capacidade inicial
fixou-se em 50 toneladas líquidas/dia. Também se instalou uma cortadora
Duplex com 2,40 metros de largura, para cortar o formato predominante da
época: 70x100.
 |
Vista
Aérea da Fábrica - 1991
A partir dos anos 80,
procedeu-se a importantes remodelações na Fábrica, dotando-a de maior
capacidade competitiva, para poder concorrer nos mercados europeus. As
mais significativas foram as seguintes: órgãos de revestimento mais
sofisticados com secagem por infra-vermelhos; aumento da secaria;
substituição de alguns formadores; modificação da transmissão, para
aumento da velocidade.
Em 1988, a
capacidade produtiva chega às 80 toneladas líquidas/dia e nos anos 90
alcança as 100 ton/dia.
 |
Vista
Aérea da Fábrica - 2008
Também o
equipamento de acabamento é remodelado, com a aquisição de 2 cortadoras
automáticas (2,10 e 1,60 metros), linha de plastificação de paletes e de
bobines e moderno equipamento de laboratório de medição e controle de
características fisico-mecânicas do cartão.
|
|
 |
Cortadora
 |
|
 |
Linha de Plastificação Paletes
Bobinas
Em 1999, a Companhia do Papel do Prado foi
reprivatizada por um agrupamento de empresas, sendo actualmente a
FINPRO, SGPS e a
CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS os accionistas de referência.
No ano 2000 e seguintes, voltam-se a fazer
importantes remodelações na Fábrica, com principal incidência nos
formadores, secaria, velocidade e revestimento, conduzindo a uma
capacidade produtiva, superior a 40.000 ton/ano.
A
PRADO KARTON, S.A.
é, assim, herdeira do saber
e experiência acumulados ao longo de mais de 200 anos, cabendo-lhe a
responsabilidade de consolidar e desenvolver uma presença significativa no Mercado
Ibérico e uma capacidade competitiva acrescida noutros mercados Europeus
(Reino Unido, França, Bélgica, Itália) por forma a confirmar-se
como um fabricante independente, equilibrado e fiável. |